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terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Escamas




"E logo lhe caíram dos olhos como que umas escamas, e recuperou a vista." - (ATOS, 9:18.)


A visita de Ananias a Paulo de Tarso, na aflitiva situação de Damasco, sugere elevadas considerações.

Que temos sido nas sombras do pretérito senão criaturas recobertas de escamas pesadas sob todos os pontos de vista? Não somente os olhos se cobriram de semelhantes excrescências.

Todas as possibilidades confiadas a nós outros hão sido eclipsadas pela nossa incúria, através dos séculos.

Mãos, pés, língua, ouvidos, todos os poderes da criatura, desde milênios permanecem sob o venenoso revestimento da preguiça, do egoísmo, do orgulho, da idolatria e da insensatez.

O socorro concedido a Paulo de Tarso oferece, porém, ensinamento profundo.

Antes de recebê-lo, o ex-perseguidor rende-se incondicionalmente ao Cristo; penetra a cidade, em obediência à recomendação divina, derrotado e sozinho, revelando extrema renúncia, onde fora aplaudido triunfador.

Acolhido em hospedaria singela, abandonado de todos os companheiros, confiou em Jesus e recebeu-lhe a sublime cooperação.

É importante notar, contudo, que o Senhor, utilizando a instrumentalidade de Ananias, não lhe cura senão os olhos, restituindo-lhe o dom de ver.

Paulo sente que lhe caem escamas dos órgãos visuais e, desde então, oferecendo-se ao trabalho do Cristo, entra no caminho do sacrifício, a fim de extrair, por si mesmo, as demais escamas que lhe obscureciam as outras zonas do ser.

Quanto lutou e sofreu Paulo, a fim de purificar os pés, as mãos, a mente e o coração? Trata-se de pergunta digna de ser meditada em todos os tempos.

Não te esqueças, pois, de que na luta diária poderás encontrar os Ananias da fraternidade, em nome do Mestre; aproximar-se-ão, compassivos, de tuas necessidades, mas não olvides que o Senhor apenas permite que te devolvam os olhos, a fim de que, vendo claramente, retifiques a vida por ti mesmo.

do Livro: Vinha de Luz - pelo Espírito Emmanuel - Psicografia de Chico Xavier.

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Perdoar sempre...



Perdoa as Nossas Dívidas, Assim Como Perdoamos aos Nossos Devedores


Quando pronunciamos as palavras “perdoa as nossas dividas, assim como perdoamos aos nossos devedores”, não apenas estamos à espera do benefício para o nosso coração e para a nossa consciência, mas estamos igualmente assumindo o compromisso de desculpar os que nos ofendem.

Todos possuímos a tendência de observar com evasivas os grandes defeitos que existem em nós, reprovando, entretanto, sem exame, pequeninas faltas alheias. Por isso mesmo Jesus, em nos ensinando a orar, recomendou-nos esquecer qualquer mágoa que alguém nos tenha causado.

Se não oferecermos repouso à mente do próximo, como poderemos aguardar o descanso para os nossos, pensamentos?

Será justo conservar todo o pão, em nossa casa, deixando a fome aniquilar a residência do vizinho?

A paz é também alimento da alma, e, se desejamos tranqüilidade para nós, não nos esqueçamos do entendimento e da harmonia que devemos aos demais. Quando pedirmos a tolerância do Pai Celeste em nosso favor, lembremo-nos também de ajudar aos outros com a nossa tolerância. Auxiliemos sempre. Se o Senhor pode suportar-nos e perdoar-nos, concedendo-nos constantemente novas e abençoadas oportunidades de retificação, aprendamos, igualmente, a espalhar a compreensão e o amor, em benefício dos que nos cercam.


Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Pai Nosso. Ditado pelo Espírito Meimei. 19a edição. FEB, 1999.

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Simples Biografia de Chico Xavier



No dia 02 de abril de 1910, nasceu em Pedro Leopoldo (MG), Francisco Cândido Xavier, filho de um casal simples, seu pai um operário e sua mãe uma lavadeira. Ficou órfão de mãe com 05 anos.

Passando por dificuldades seu pai entregou alguns de seus nove filhos aos cuidados de amigos e parentes, Chico Xavier ficou aos cuidados de sua madrinha, uma mulher que o maltratava.

Ainda menino aprendeu a se manter calmo e calado em momentos de sofrimento, pois sofria agressões de sua madrinha, nestes momentos se dirigia ao quintal da casa a fim de reencontrar sua mãe, ele sempre a via e a escutava após fazer orações.

Algum tempo depois seu pai se casou novamente com uma mulher boa e caridosa. Ainda em dificuldade sua madrasta iniciou uma horta em casa e logo para o sustento da família começaram a vender legumes, com o dinheiro Chico Xavier voltou a freqüentar a escola em 1919.

Quando saiam todas as pessoas de casa, uma de suas vizinha começou a roubar os legumes da horta, e isso estava causando problemas para família de Chico, sua madrasta sugeriu então que Chico consultasse sua mãe que deu o seguinte conselho, disse que não deveriam brigar com os vizinhos e que toda vez que sua madrasta se ausentasse, que desse a chave de casa à vizinha, para que ela tomasse conta da casa. Dessa forma, a vizinha, responsável pela casa, não roubou mais os legumes.

Passado os problemas, Chico não via mais sua mãe com tanta freqüência, mas começou a ter sonhos e se levantava durante a noite para falar com pessoas invisíveis, e pela manhã contava histórias de pessoas que já haviam morrido. Sem que conseguisse compreender, seu pai o levou até um vigário, que disse que um demônio estava perturbando o menino.

Ao conversar com sua mãe, triste por não ser compreendido por ninguém, escutou dela que precisava modificar seus pensamentos, que não deveria ser uma criança indisciplinada, para não ganhar antipatia dos outros. Deveria aprender a se calar e que, quando se lembrasse de alguma lição ou experiência recebida em sonho, que ficasse em silêncio.

E durante 07 anos consecutivos, de 1920 a 1927, ele não teve mais qualquer contato com sua mãe. Seguia a religião católica participando dos ritos. Em 1923 concluiu o ensino primário, e começou a trabalhar numa fábrica. Em 1925 deixou a fábrica, empregando-se na venda do Sr. José Felizardo Sobrinho.

Os sonhos continuavam e logo depois de dormir entrava em transe profundo. Em 1927 sua irmã ficou doente, e um casal de espíritas, reunido com familiares da doente, realizou a primeira sessão espírita que teve lugar na casa. Na mesa, dois livros: "O Evangelho Segundo o Espiritismo" e o "O Livro dos Espíritos", de Allan Kardec. Pela mediunidade de D. Carmem, sua mãe manifestou-se: "Meu filho, eis que nos achamos juntos novamente. Os livros à nossa frente são dois tesouros de luz. Estude-os, cumpra com seus deveres e, em breve, a bondade divina nos permitirá mostrar a você seus novos caminhos”.

Sua professora D. Rosália descobriu sua mediunidade psicográfica, vendo os textos que Chico escrevia após passeios feitos nos campos, ela notava que Chico sempre tirava as melhores notas, e escrevia uma verdadeira página literária sobre o amanhecer e daí tirando conclusões evangélicas. Rosália mostrou aos amigos íntimos a composição e todos foram unânimes em reconhecer que aquilo, se não fora copiado, era então dos espíritos. Ao entrar para o funcionalismo público, como datilógrafo, na Fazenda Modelo do Ministério da Agricultura, começa a demonstrar sua admiração pela natureza.

Distante da cidade, Chico entra cada vez mais em contato com a natureza. Vê em tudo poesia e oração, trata as árvores como irmãs e compreende como poucos a alma do grande todo.

Em maio de 1927 foi realizada a primeira sessão espírita no lar dos Xavier, em Pedro Leopoldo. Em junho do mesmo ano foi cogitada a fundação de um núcleo doutrinário. E no final de 1927 o Centro Espírita Luiz Gonzaga, sediado na residência de José Cândido Xavier, que se fez presidente da instituição, estava bem freqüentado.

As reuniões se realizavam às segundas e sextas-feiras. A nova sede do Grupo Espírita Luiz Gonzaga foi construída no local onde se erguia, antigamente, a casa de Maria João de Deus, mãe de Chico Xavier.

No dia 8 de julho de 1927, Chico Xavier fez a primeira atuação do serviço mediúnico, em público. Seu primeiro livro psicografado foi publicado em 1931. Em 1931, Chico passou a receber as primeiras poesias de "Parnaso de Além - Túmulo", que foi lançado em julho de 1932. Em 1950, Chico Xavier havia recebido, pela sua psicografia, mais de 50 ótimos livros. Vivia seu apogeu.

Tornou-se conhecido no Brasil e no mundo inteiro. O Parnaso de Além Túmulo, por si só, valia pelo mais legítimo dos documentos, validando-lhe o instrumental mediúnico, o mais completo e seguro que o Espiritismo tem tido para lhe revelar as verdades, inclusive o intercâmbio das idéias entre os dois Mundos. Além disso, recebera romances, livros e mais livros, versando assuntos filosóficos, científicos e, sobretudo, realçando o espírito da letra dos Evangelhos, escrevendo e traduzindo, de forma clara e precisa, as Lições consoladoras e imortais do Livro da Vida.

Em 5 de janeiro de 1959 mudou-se para Uberaba, sob a orientação dos Benfeitores Espirituais, iniciando nessa mesma data, as atividades mediúnicas, em reunião pública da Comunhão Espírita Cristã. Deu ele, então, início à famosa peregrinação. Aos sábados, saindo da "Comunhão Espírita-Cristã", o bondoso médium visitava alguns lares carentes, levando-lhes a alegria de sua presença amiga, acompanhado por grande número de pessoas.

A cidade de Uberaba, desde a sua vinda para cá, transformou-se num pólo de atração de inúmeros visitantes das mais variadas regiões do Brasil, e até mesmo do exterior, que aqui aportam com o objetivo de conhecer o médium.

Seu trabalho sempre consistiu na divulgação doutrinária e em tarefas assistenciais, aliadas ao evangélico serviço do esclarecimento e reconforto pessoais aos que o procuram. Os direitos autorais de seus livros publicados, em torno de 340, são cedidos, gratuitamente, às editoras espíritas ou a quaisquer outras entidades.

Quanto à fortuna material, ele continua tão pobre quanto era. Chico era um homem aposentado e recebia somente os proventos de sua aposentadoria. Do ponto de vista espiritual, Chico Xavier é a cada dia que passa um homem mais rico: multiplicou os talentos que o Senhor lhe confiou, através de seu trabalho, de sua perseverança e da sua humildade em serviço.

Mesmo com a saúde debilitada, Chico Xavier continuou, a sua condição de um autêntico missionário do Cristo, continuou a comparecer às reuniões do Grupo Espírita da Prece.

No dia 30 de junho de 2002, em Uberaba, Minas Gerais, Chico Xavier faleceu, enquanto os brasileiros comemoravam a conquista de um campeonato mundial de futebol.


fonte: http://www.chicoxavier.hpgvip.ig.com.br

EMMANUEL E DUAS ORIENTAÇÕES PARA O RESTO DA VIDA :




Emmanuel, nos primórdios da mediunidade de Chico Xavier, deu-lhe duas orientações básicas para o trabalho que deveria desempenhar. Fora de qualquer uma delas, tudo seria malogrado.


Eis a primeira.

- "Está você realmente disposto a trabalhar na mediunidade com Jesus?"

- Sim, se os bons espíritos não me abandonarem... -respondeu o médium.

- Não será você desamparado - disse-lhe Emmanuel - mas para isso é preciso que você trabalhe, estude e se esforce no bem.

- E o senhor acha que eu estou em condições de aceitar o compromisso? - tornou o Chico.

- Perfeitamente, desde que você procure respeitar os três pontos básicos para o Serviço...Porque o protetor se calasse o rapaz perguntou:

- Qual é o primeiro? A resposta veio firme:

- Disciplina.

- E o segundo?

- Disciplina.

- E o terceiro?

- Disciplina.

" A segunda mais importante orientação de Emmanuel para o médium é assim relembrada:

- "Lembro-me de que num dos primeiros contatos comigo, ele me preveniu que pretendia trabalhar ao meu lado, por tempo longo, mas que eu deveria, acima de tudo, procurar os ensinamentos de Jesus e as lições de Allan Kardec e, disse mais, que, se um dia, ele, Emmanuel, algo me aconselhasse que não estivesse de acordo com as palavras de Jesus e de Kardec, que eu devia permanecer com Jesus e Kardec, procurando esquecê-lo.

Ante o mais além


Anseias pela manifestação dos entes amados que te antecederam na grande viagem da desencarnação.

Pondera, entretanto, relativamente à presença deles no plano físico, onde te encontras ainda, e remonta os cuidados que te recebiam nos instantes de luta e sofrimento: medicação para a enfermindade e entendimento nas horas de crise.

Aqueles que se afiguram mortos estão vivos. E todos os teus pensamentos, com respeito a eles, alcançam-lhes o espírito com endereço exato.

Imagina uma pessoa em desequilíbrio emocional que gritasse em lágrimas ao telefone, rogando consolo e coragem ao ente amado na outra ponta do fio, hospitalizado para tratamento de reajuste, a exigir bastas vezes socorro mais intensivo.

Decerto que os responsáveis pelo doente, de um lado, e pelo outro, o enfemo, à distância, tudo fariam para adiar o encontro solicitado, considerando que aflição mais aflição somariam apenas desespero maior.

Diante dos seres queridos domiciliados no Mais Além, reflete, acima de tudo, na infinita bondade de Deus, que nos empresta as afeições uns dos outros por tempo determinado, a fim de aprendermos, através de comunhões e separações temporárias, a entesourar o amor indestrutível que nos reunirá, um dia, na felicidade sem adeus.

E enquanto perdure a distância, do ponto de vista físico, cultiva a saudade nas leiras do serviço ao próximo, qual se estivesse amparando e auxiliando a eles mesmos, tanto quanto efetuando em lugar deles tudo quanto desejariam fazer. Assim construirás, gradativamente, a ponte de intercâmbio pela qual virão ter espontaneamente contigo, de modo a compreenderes que berço e túmulo, existência e morte, são caminhos da evolução para a vida imortal.


médium: Francisco Cândido Xavier

espírito: Emmanuel

livro: Diálogo dos Vivos

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Meu querido Chico






Hoje, quando lia o jornal, deparei-me com uma matéria fazendo alusão aos dois anos da conquista do tão sonhado Pentacampeonato pela Seleção brasileira de futebol, e foi então, que por associação, lembrei-me que hoje, também faz dois anos da tua partida.


Grande foi o meu espanto, amigo (apesar de nunca ter conhecido Chico pessoalmente,mas conheci muito dele através das suas obras, o que sinto dar-me o direito de referir-me assim a ele ), ao constatar e não deixar de soltar aquela frase óbvia :- “Como o tempo passou....e eu nem percebi.....”


Confesso amigo, que o tempo passou mesmo e eu.... na verdade, Chico, passado o choque do impacto do teu desencarne, os dias foram normais, nem mais acinzentado, nem mais coloridos. Talvez, quem esteja lendo esta nossa íntima conversa, possa se espantar com isso, mas você não, amigo. Sensitivo como sempre fostes aqui na terra, certamente enxerga-nos mais além agora na espiritualidade. Sabes que em nenhum momento tu nos deixaste desamparados, ou órfão da tua companhia e amor.Além da tua vibração constante pelos irmãos (nós todos) que ficamos, temos a tua presença meiga e carinhosa representada pela vasta obra que ajudaste a chegar até nós. Quando leio uma obra psicografada por ti, amigo, é impossível não lembrar do querido irmão, do seu sacrifício e da sua resignação constante aos prazeres da vida, pelo trabalho árduo e sacrificante para um corpo tão frágil e debilitado, servir de intermediário às palavras e ensinamentos tão úteis, complementando muito o nosso aprendizado. Se a obra é mensagens, ao ler, ouço bem claro a sua voz serena a declamar cada verso ou cada pensamento, cutucando sutilmente a nossa consciência relembrando os nossos compromissos assumidos pelo burilamento do espírito e a prática da caridade verdadeira, aquela, que tão bem, Paulo nos explicou e que Jesus exemplificou.Se a obra é um romance, ao ler, é impossível não sentir nas palavras a leveza do espírito, sutil e iluminado, que através de histórias, nos traduz uma gama de ensinamentos, contidos nos livros da codificação. Somente um espírito tão belo e determinado, conseguiria transmitir de forma tão autêntica a pureza das comunicações sem colocar, não de forma consciente e proposital, opiniões próprias que poderiam macular as idéias originais passadas.


O que dizer então das milhares psicografias de mensagens testemunhais de espíritos a consolar corações de mães e pais aflitos por separações drásticas e repentinas, incompreendidas no campo da matéria, mas santificadas no campo espiritual, e quando lidas por nós, outrem, que nada temos de ligação com aquelas situações, emocionando nos às lágrimas, com o acalanto e o bálsamo das palavras a curar chagas tão dolorosas e sentidas naqueles corações....


Foi assim, querido amigo, que os anos se passaram, desde aqueles últimos momentos seus na materialidade, que enquanto levantávamos os braços ao alto para comemorar um gol, tu levantavas os teus em sinal de graças por uma vida bem aproveitada.


Portando querido Chico, como poderia sentir a tua falta, se percebi que nestes dois anos, estive lendo sempre alguma obra que tu intermediaste, e assim, sentindo sempre a tua presença amiga, não só junto a mim, mas junto de toda a humanidade que você sempre amou e sempre amará....


Que Deus te abençoe cada vez mais, Chico, e que estejas sempre vivo dentro de nós....


Do amigo João C. Bacurau

30/06/2004- Inverno de 2004
fonte:
http://www.espirito.org.br/

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Uma semana de Paz



Nasceste no lar que precisavas,
Vestiste o corpo físico que merecias,
Moras onde melhor Deus te proporcionou, de acordo com teu adiantamento.
Possuis os recursos financeiros coerentes com as tuas necessidades, nem mais, nem menos, mas o justo para as tuas lutas terrenas.
Teu ambiente de trabalho é o que elegeste
espontaneamente para a tua realização.
Teus parentes, amigos são as almas que atraístes, com tua própria afinidade.
Portanto, teu destino está constantemente sobre teu controle.
Tu escolhes, recolhes, eleges, atrais, buscas, expulsas,
modificas tudo aquilo que te rodeia a existência.
Teus pensamentos e vontades são a chave de teus atos e atitudes...
São as fontes de atração e repulsão na tua jornada vivência.
Não reclames nem te faças de vítima.
Antes de tudo, analisa e observa.
A mudança está em tuas mãos.
Reprograme tua meta, busque o bem e viverás melhor.

CHICO XAVIER

"Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo,
qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim"

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Dor de Cabeça...


"Era uma sexta-feira. Muita gente aglomerava-se em volta de Chico Xavier. Zeca Machado tomava providências para o início da reunião. O irmão Barbosa postou-se à cabeceira da mesa, Lico, Dr. Rômulo e outros dirigentes do "Luiz Gonzaga" puseram-se a postos. Chico, de pé, abraçava um, dirigia a palavra a outro. Aproximou-se dele uma jovem senhora, reclamando de forte dor de cabeça. Chico a ouviu atentamente e convidou-a a sentar-se na assistência para participar.
A palestra transcorreu normalmente, com os colaboradores dando sua parcela de cooperação nos comentários. Depois da meia-noite, finda a reunião, a senhora que reclamara de dor de cabeça achegou-se ao médium, com a fisionomia radiante e feliz. A dor de cabeça cessara nos primeiros minutos das tarefas. Chico sorriu docemente, despedindo-se dela com carinho.
Instantes depois, explicou: - Emmanuel me disse que aquela senhora teve uma discussão muito forte com o marido, chegando quase a ser agredida fisicamente. O marido desejou dar-lhe uma bofetada e não o fez por recato natural. Contudo, agrediu-a vibracionalmente, provocando uma concentração de fluidos deletérios que lhe invadiram o aparelho auditivo, causando a dor de cabeça. Tão logo começou a reunião, Dr. Bezerra colocou a mão sobre sua cabeça e vi sair de dentro de seu ouvido um cordão fluídico escuro, negro, que produzia a dor. Eu estava psicografando mas, orientado por Emmanuel, pude acompanhar todo o fenômeno".

Chico e o Recado de Maria





Chico Xavier contou que, num dos seus dias de profunda amargura, solicitou ao benfeitor espiritual que levasse o seu pedido de socorro a Maria de Nazaré, para que ela o consolasse, já que seus problemas eram graves. Após alguns dias, Emmanuel retornou dizendo-se portador de um recado da Mãe de Jesus. Chico, imediatamente, pegou papel e lápis e preparou-se para anotar.

- Pode falar, tomarei nota de cada palavra.

Emmanuel, o educador atencioso, falou-lhe:

- Anote aí, Chico. Maria me pediu para que lhe trouxesse o seguinte recado:

- " Isso também passará" . Ponto Final.

Chico tomou nota rapidamente e perguntou ao guia:

- Só isso?

E ele respondeu, enfatizando:

- É, Chico. A Mãe de Jesus pediu-me para dizer-lhe "Isso também passará..."

Como Chico Xavier, muitos de nós, quando visitados pela dor, gostaríamos de receber uma mensagem individual de consolo. Pensando que fomos esquecidos pela Divindade, rogamos que nos seja concedida uma deferência especial por parte dos benfeitores espirituais.Todavia, Deus tudo sabe e tudo vê. Nada acontece sem o seu consentimento, basta que depositemos confiança em Suas soberanas leis. Todas as coisas, na Terra passam... Os dias de dificuldade, passarão... Passarão também os dias de amargura e solidão... As dores e as lágrimas passarão... As frustações que nos fazem chorar... um dia, passarão. A saudade do ser querido que se vai na mão da morte, passará... Os dias de glórias e triunfo mundanos em que nos julgamos maiores e melhores que os outros... igualmente passarão. Essa vaidade interna que nos faz sentir como o centro do universo, um dia passará. Dias de tristeza... Dias de felicidade... são lições necessárias que, na Terra, passam, deixando no espírito imortal as experiências acumuladas. Se hoje, para nós, é um desses dias repletos de amargura, paremos um instante, elevemos o pensamento ao Alto e busquemos a voz suave da Mãe amorosa a nos dizer carinhosamente: "Isso também passará..." E guardemos a certeza, pelas próprias dificuldades já superadas, que não há mal que dure para sempre. Assim, façamos a nossa parte, o melhor que pudermos, sem esmorecimento, e confiemos em Deus, aproveitando cada segundo, cada minuto que, por certo, também passarão...


Extraído do Livro " Renascer"

Francisco Candido Xavier

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Pensamento para refletirmos


"...sei o que devo ser e ainda não sou, mas rendo graças a Deus por estar trabalhando, embora lentamente, por dentro de mim próprio, para chegar, um dia, a ser o que devo".
Chico Xavier.